22.08 TUDO SOBRE A DIOR

DIOR VESTE VERSALHES

GALERIA

Dior instala-se no Palácio de Versalhes: neste momento, na fachada de um de seus pavilhões, podemos admirar uma imensa tela imaginada pelo artista Pierre Delavie. Entrevista com o artista. 

“Ao inscrever uma silhueta Dior entre dois arcos do Bosque da Colonnade desvendamos uma harmonia natural. Como se nosso inconsciente coletivo esperasse ouvir o sussurro dos vestidos nas alamedas”,  explica Pierre Delavie. Trata-se de uma ilusão de ótica onírica com dimensões imponentes, uma instalação gigantesca na qual a costura dialoga com a arquitetura, e na qual Dior mais uma vez encontra Versalhes.  Assinada por Pierre Delavie – artista plástico renomado por suas obras monumentais, que revestiu recentemente a fachada do Grand Palais em Paris – a imensa tela que recobre o pavilhão Dufour, em Versalhes, é uma decoração de pedra e vegetação na qual evoluem as principais criações da Maison, imortalizadas pelos maiores fotógrafos: “eu distorço levemente a realidade para tomar consciência dela de uma maneira surpreendente e, se possível, alterada. Tento abrir janelas para horizontes que possam ser reapropriados”,  confessa o artista.

De fato, trata-se de uma verdadeira janela do pátio real sobre os jardins, e mais especialmente, sobre o bosque da Colonnade, que deve ser observado de ângulos diversos: “bem de longe, onde a monumentalidade do edifício varre o conjunto do campo de visão, no meio das alamedas de grandes árvores, ao longo da Corte de Honra de onde conservamos uma percepção das duas faces. E a partir da Corte Real, que permite observar melhor os detalhes e a falsa grade em primeiro plano. É a sucessão dos pontos de vista que leva à surpresa”,  descreve Pierre Delavie. 

Através desta tela ornamentando Versalhes, a Dior homenageia os laços que a unem ao Palácio do “Rei Sol”, laços que existem desde a sua fundação. Buscando restaurar o orgulho da França após os anos sombrios de guerra, Christian Dior encontra naturalmente em Versalhes – com sua arquitetura e suas grandes festas do século XVIII, seus detalhes luxuosos e a excelência dos conhecimentos que possibilitaram sua construção – uma referência central e uma fonte de inspiração para o seu trabalho. Seus modelos emblemáticos são chamados Trianon, Versailles  ou são fotografados por Willy Maywald na Corte de Honra do Palácio. Uma influência que ainda encontramos no espírito da Maison e inclusive nas criações de Raf Simons, Diretor Artístico das coleções femininas, que apresentou em seu último desfile de alta costura uma visão moderna dos vestidosà la françaisedo Grande Século. Como em um poético jogo de espelho e de influências cruzadas, hoje é a Dior que veste o Palácio de Versalhes, este lugar refinado que nunca deixou de inspirar suas criações.

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