DIORMAG

19 Outubro
Desfiles

AS SILHUETAS DO SHOW

19 Outubro

Jardim inclusivo

Hoje, em pleno Centro de Exposições de Xangai, Maria Grazia Chiuri apresentou sua coleção prêt-à-porter Primavera-Verão 2020. Um desfile engajado, engrandecido por uma performance poética e uma cápsula inédita. Confira seu press release.

“Think we must. We must think*. ”

 

Para esta coleção prêt-à-porter Primavera-Verão 2020 – apresentada em Paris no dia 24 de setembro e revelada hoje em Xangai – Maria Grazia Chiuri inspirou-se nas fotografias de Catherine Dior – irmã de Christian Dior – entre suas flores, em seu jardim, sua paixão. Ela é uma figura importante na história de Dior. Uma heroína corajosa, com uma determinação e uma personalidade únicas, a verdadeira Miss Dior. Assim a apelidamos e assim será batizado, em sua homenagem, o primeiro perfume da Maison a se tornar icônico.


Catherine cultiva os jardins da família Dior. Trata-se de uma jardineira no sentido mais amplo e mais profundo do termo, uma mulher livre e independente, agindo em harmonia com o sopro da natureza e o ciclo das estações. Essa nova coleção evoca – graças a seus motivos e bordados, e ao brilho e à textura da ráfia – o imaginário de uma vegetação exuberante e é apresentada como os herbários, esses inventários do mundo vivo, essa memória das espécies botânicas.

 

As criações de Maria Grazia Chiuri não tratam, a seus olhos, de um sentimento nostálgico que reativaria uma tradição decorativa. Elas tratam, sobretudo, das questões atuais envolvendo o cuidado com as plantas e com as flores, como o começo de uma grande viagem.

Apesar de vivermos na era do Antropoceno – que consagra definitivamente a dominação do homem sobre o planeta – ainda é possível restaurar o equilíbrio dessa relação? Desta pergunta nascem utopias concretas, como a do Monte Verità. Uma comunidade com ideias vanguardistas, fundada no começo do século XX na Suíça e que, desde então, continua fascinando artistas de todas as áreas. A aura desse lugar singular, construído em plena colina às margens do Lago Maggiore, ilumina uma série de vestidos repletos de cores, do amarelo ao vermelho. Este espaço onde tudo é possível acolheu diversos dançarinos e serviu recentemente como fonte de inspiração a Sébastien Bertaud, da Ópera Nacional de Paris. Em exclusividade para Xangai, o coreógrafo criou uma performance que marcará o desfile **, uma colaboração poética e forte entre o artista francês e Maria Grazia Chiuri, dando continuidade ao cativante diálogo estético entre ambos, iniciado com o ballet Utopia***. Os figurinos elaborados pela Diretora Artística parecem ter sido pintados na pele, em sutis jogos de transparência. Os elementos florais, com cores surpreendentes, realçam os movimentos e compõem, mais do que nunca, um jardim misterioso, mágica alquimia entre a natureza, as artes e a cultura.


Consciente das responsabilidades e da visibilidade de seu papel de Diretora Artística, Maria Grazia Chiuri deseja criar um “jardim inclusivo” que destaque a coexistência e a diferença, onde cada gesto tenha a sua importância. A cenografia foi assim pensada com o ateliê Coloco, comprometido com a arte coletiva de cultivar jardins, como motores de inclusão urbana. Esses artistas paisagistas pensaram o desfile como um tempo em suspensão, no qual são provisoriamente reunidas plantas de viveiros locais. Essas árvores que farão escala no Centro de Exposições de Xangai para o desfile seguirão seu itinerário e integrarão um projeto perene, no novo bairro ecológico de Nanda, em plena cidade de Baoshan, para manter esse jardim plural em vida, com sua rica diversidade de espécies vegetais. Mais que um cenário, essa paisagem efêmera anuncia a criação e o fortalecimento de áreas arborizadas, um símbolo de que todos podem construir e preservar o futuro e a beleza da natureza.

A mulher jardineira, elaborada por Maria Grazia Chiuri, observa esse projeto infinito e inacabado representado por cada pedaço de terra, minúsculo ou imenso, esse lugar de uma ação responsável, ao mesmo tempo delicada e incisiva, que é a própria demonstração de consciência e cuidado.

 

* Isabelle Stengers e Vinciane Despret (a partir de uma citação de Virginia Woolf), Women Who Make a Fuss: The Unfaithful Daughters of Virginia Woolf, 2014.

 

** Uma performance interpretada especialmente para este desfile por dez dançarinas e dançarinos, dentre os quais estrelas da Ópera de Paris, solistas do New York City Ballet, além de bailarinas, em especial do Scala de Milão.

 

*** Criação de Sébastien Bertaud apresentada nos dias 19, 20 e 21 de julho de 2019, durante o espetacular festival Origen ocorrido na Suíça, no passo de Julier, a mais de 2.000 metros de altitude.

16 Outubro
VIP

Xavier Dolan veste Dior

No dia 15 de outubro, em Paris, durante o cocktail de inauguração da exposição Frenchette – em exibição na galeria David Zwirner até o dia 23 de novembro de 2019 – o diretor Xavier Dolan vestiu-se com criações Dior elaboradas por Kim Jones.

©

Karl Hab

16 Outubro
VIP

Celebridades vestem Dior

Neste 15 de outubro, em Paris, para a inauguração da exposição Frenchette na galeria David Zwirner – que apresenta obras icônicas e inéditas de Raymond Pettibon –, a Dior organizou um cocktail em homenagem ao diálogo criativo entre Kim Jones e o artista norte-americano. Os atores Jérémie Laheurte, Paul Hamy, Arnaud Valois, Lukas Ionesco, Vassili Schneider e Damien Bonnard, o diretor Bertrand Bonello, o dançarino Germain Louvet e ainda Farida Khelfa vestiram-se com peças da Maison.

  • ©

    Getty

  • ©

    Getty

  • ©

    Getty

  • ©

    Getty

  • ©

    Getty

  • ©

    Getty

  • ©

    Getty

  • ©

    Getty

  • ©

    Getty

14 Outubro
novidades

Yi Han, Forever

Sun Yi Han personifica uma beleza natural, alegre, representada pela base Dior Forever. Confira seus produtos de make-up indispensáveis.

Mais artigos