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19 Novembro
eventos

Dior, à conquista dos Estados Unidos

A exposição Dior: from Paris to the World (Dior, de Paris para o mundo) no Museu de Arte de Denver (DAM), no Colorado, até 3 de março próximo, homenageia os mais de 70 anos de criações de Alta-Costura Dior, evocando a alma viajante e o espírito visionário do estilista-fundador.

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Photo André Gandner © Clémence Gandner

Enquanto estilista parisiense, eu precisava conhecer não apenas as necessidades das mulheres francesas, mas também das mulheres elegantes do mundo todo”, escreveu Christian Dior em suas memórias.

No dia 1o de setembro de 1947, alguns meses após o sucesso da coleção batizada de New Look por Carmel Snow – editora-chefe da revista norte-americana Harper’s Bazaar –, o estilista-fundador, aguardado em Dallas para receber o prestigioso Neiman Marcus Award, parte em direção às mulheres elegantes do Novo Mundo. “As mulheres norte-americanas são famosas por sua beleza e eu gostaria de vê-las em seu habitat”, afirma em suas memórias. Sensíveis ao estilo revolucionário do estilista, elas se tornariam não apenas uma fonte de inspiração para suas criações, mas também estariam entre suas mais fiéis clientes. Já no ano seguinte, iriam descobrir a atmosfera refinada da Avenue Montaigne, 30, transportada para a Quinta Avenida, na inauguração da linha Christian Dior New York. O estilista também vê nas atrizes hollywoodianas musas perfeitas. Depois de Marlene Dietrich, sua amiga íntima e uma das primeiras estrelas a vestir Dior, nomes como Marilyn Monroe, Grace Kelly ou ainda Elizabeth Taylor fizeram parte da clientela incondicional da Maison. Uma cumplicidade ardente com os Estados Unidos que permanece ainda hoje com Charlize Theron, Natalie Portman e Jennifer Lawrence.

 

Ao retornar desta primeira viagem através do Atlântico, na qual conhece também Nova York, Los Angeles, São Francisco e Chicago, Christian Dior cria modelos emblemáticos com nomes evocadores, como o casaco Arizona em lã vermelho brasa, o casaco Texas com motivo pied-de-poule e o vestido em pele Nuit de Chicago. Dez anos mais tarde, em 1957 – ano em que estampou a capa da famosa revista norte-americana Time –, ainda movido pela sede de descoberta, visita a Costa Oeste. Em Los Angeles, cria sua primeira linha de trajes de banho em 1956, em parceria com a Cole of California. Essa odisseia estimula a criação de um sistema inovador de filiais (em Londres, Caracas...) e de acordos de licença com os melhores fabricantes, do Canadá ao Japão. A Dior ultrapassa assim as fronteiras dos Estados Unidos, expandindo-se e abrindo-se para o mundo inteiro.

A partir de 18 de novembro, essa ambição internacional e essa curiosidade insaciável ganham destaque na exposição Dior: from Paris to the World (Dior, de Paris para o mundo), através de mais de 180 modelos de Alta-Costura e 25 tecidos de ateliê, fotografias, vídeos e filmes inéditos, croquis e cerca de 200 acessórios e objetos ligados aos perfumes e à maquiagem Dior, reunidos sob a curadoria de Florence Müller. Uma viagem no tempo encantadora que também retraça a criatividade de seus sucessores que, assim como Christian Dior, sempre buscaram inspiração nas culturas do mundo.

17 Novembro
Savoir-Faire

O savoir-faire do Dior Grand Bal Plume Noire

A coleção Dior Grand Bal ganha um novo modelo inédito associando a delicadeza da pluma à elegância do preto. Descubra os segredos de confecção da peça.

Fruto da paixão de Christian Dior pelo baile, o Dior Grand Bal, criado em 2011, reproduz o rodopio de um vestido. Graças ao calibre Dior Inversé 11 ½, sua massa oscilante parece uma valsa ritmada pelo tempo da pessoa que o carrega no pulso. Trabalhados como uma criação de Alta-Costura, estes preciosos relógios revelam-se ainda mais delicados e refinados, como demonstra o novo modelo, Dior Grand Bal Plume Noire: seu mostrador preto com fios de ouro trançados e sua massa oscilante em plumas pretas revelam um sol majestoso. Associando o savoir-faire em plumas, típico da Alta-Costura, à técnica relojoeira, este modelo é trabalhado com extrema delicadeza, como uma saia bordada de plumas e de diamantes para dar às peças essa impressão de leveza, os artesãos demonstraram toda a sua engenhosidade e savoir-faire.

17 Novembro
Savoir-Faire

O savoir-faire da Dior VIII Montaigne Clair de Lune

Elaboradas em homenagem à paixão do estilista-fundador pelos astros, as novas criações relojoeiras Dior VIII Montaigne Clair de Lune são apresentadas em três modelos, cada um deles editado em oitenta e oito exemplares.  Descubra os segredos de confecção destas peças. 

De sua juventude em Granville aos seus ateliês em Paris, Christian Dior nunca deixou de acreditar nos sinais do destino e nos conselhos de sua clarividente, a madame Delahaye. Ao longo de sua vida, cultivou todos os tipos de superstições, como a estrela de cinco pontas – encontrada por acaso na época em que estava prestes a abrir sua Maison de Alta-Costura –, que ele elege como amuleto da sorte. Este destino iluminado inspirou os novos relógios Dior VIII Montaigne Clair de Lune que revelam, cada um em seu mostrador, três fases da lua: crescente, cheia e minguante.

 

Em homenagem ao savoir-faire dos ateliês de Alta-Costura da Maison, um céu estrelado é representado através de fios de ouro minuciosamente aplicados e de diamantes, selecionados por seu brilho. Para reproduzir estas fases lunares, foram necessários mais de 4.110 fios de ouro para a lua cheia, 2.875 para a meia-lua e 2.078 para um quarto de lua. Em harmonia com este mostrador delicado, uma caixa de 36 milímetros de diâmetro em ouro amarelo exibe uma lua gravada no verso, assim como o seu número exclusivo. Outros detalhes preciosos: o vidro é abaulado para evocar a lente de um telescópio e o ponteiro dos segundos foi imaginado com um círculo dourado em sua extremidade, representando um astro que gravita ao redor da lua. Já o bisel é inteiramente cravejado com setenta e dois diamantes redondos, enquanto a fivela da pulseira em couro de crocodilo preto é cravejada com dezoito diamantes redondos.

16 Novembro
eventos

Noite de festa no Guggenheim

15 Novembro
eventos

As criações de Jorja Smith

Convidada para a pré-festa da Gala Internacional do Guggenheim, a cantora Jorja Smith também se apresentou ao vivo. Maria Grazia Chiuri elaborou três modelos especialmente para a ocasião, inspirados em suas coleções e confeccionados nos ateliês Dior. Descubra o savoir-faire envolvido nas peças.

A artista chegou usando um vestido tomara que caia vermelho em lanifício e tule que, sozinho, exigiu mais de oitenta horas de trabalho. Durante seu show, ela usou um vestido em tule inteiramente bordado com paetês aplicados um a um, revelando uma gama de pretos sutilmente degradê, uma técnica minuciosa que exigiu duzentas horas de trabalho de bordado. Por fim, Jorja Smith participou do jantar com um vestido de Alta-Costura em tule rosa plissado solar, drapeado nos ombros e amarrado nas costas. Esse modelo exigiu cento e sessenta horas de confecção no ateliê, local sagrado onde é preservado e perpetuado o precioso savoir-faire da Maison.

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