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Desfile de Alta-Costura
Outono-Inverno 2019-2020

1 de julho de 2019 - Paris - 14h30 (GMT+02)

Ao questionar a forma e a função da roupa, as reflexões do arquiteto Bernard Rudofsky inspiraram Maria Grazia Chiuri a buscar uma nova concepção de alta-costura enquanto arte destinada a vestir corpos sempre únicos, dotados de uma identidade própria.

Seguindo esse pensador da modernidade, que confere um lugar central à relação entre alta-costura e arquitetura – duas disciplinas que se referem ao corpo humano e a suas proporções –, Maria Grazia Chiuri apresenta sua coleção de Alta-Costura Outono-Inverno 2019-2020 no palacete da Dior. Esse lugar fundador da Maison – o no 30 da Avenue Montaigne – onde cada um dos Diretores Artísticos trabalhou em estreita colaboração com os Ateliês.

Entre as inspirações desta coleção, as obras marcadas pelo poder do preto e do branco de Penny Slinger – artista feminista que assina a cenografia do desfile – relatam a força alquímica do fogo, do ar e da água, no coração de uma natureza hostil e misteriosa, povoada por criaturas femininas. Estas carregam o peso do mundo, uma espécie de interpretação contemporânea das cariátides, esculturas que representam corpos femininos sustentando a arquitetura dos templos antigos, como encontramos em alguns edifícios parisienses*, em que aparecem envolvidas em túnicas com linhas puras. É neste sentido que Maria Grazia Chiuri elabora um único vestido branco para esta coleção que explora a força plural do preto. “Eu poderia escrever um livro inteiro sobre o preto”, declara Christian Dior em seu Le Petit Dictionnaire de la mode. O peplos – essa túnica que as mulheres usavam na Grécia Antiga – não tem um corte determinado e construído: é o corpo que define sua forma. Christian Dior, em sua última coleção, retomou essa forma essencial do drapeado, dialogando com as noções de alta-costura e de arquitetura, do flou ao tailleur. A pergunta “Are Clothes Modern?” ecoa hoje, enfatizando a capacidade da alta-costura de questionar a modernidade.

Assinar uma coleção quase que inteiramente preta, pontuada por raras cores que revelam seu poder, implica em retomar os fundamentos, as bases da alta-costura e confrontá-los com os modos de vida contemporâneos.  O preto exige a perfeição e nesta coleção a cor dá vida a capas que se transformam. Cada vestido é um edifício que revela sua estrutura, a ossatura que o sustenta e o define. “Não precisamos de uma nova forma de construir, o que precisamos é de uma nova forma de viver”, afirma Bernard Rudofsky. Neste sentido, essa coleção desenha uma paisagem inédita que permite questionar as noções de corpo, de roupa e de habitat, e a alta-costura se transforma nesse laboratório de criação para repensar a roupa de uma forma diferente, assim como sua relação com o espaço e o tempo.

*Essas cariátides, poeticamente filmadas nas ruas de Paris pela diretora Agnès Varda, em seu documentário As Tais Cariátides (1984), inspiraram Maria Grazia Chiuri em suas criações de alta-costura.

Entrevista com Maria Grazia Chiuri

Savoir faire

Entrevista com Peter Philips

Entrevista com Penny Slinger

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01 Julho 2019 - Paris - 14H30 (GMT+02)

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