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Desfile Homme
Verão 2019

23 de junho de 2018 - Paris - 17h30 (GMT+2)

Christian Dior & moi. Em sua autobiografia, Christian Dior conta que possuía duas personalidades: o homem e o mito. A primeira era ele próprio, Monsieur Dior. A segunda, era a personificação da Maison criada em 1947.

Para a sua primeira coleção como Diretor Artístico da Dior Homme, Kim Jones decidiu interpretar os códigos do estilista. Uma dupla homenagem, que celebra a personalidade de Christian Dior e o sonho da Alta Costura simbolizado por sua Maison. A coleção estabelece assim um diálogo entre as duas facetas de sua vida.

A Alta Costura influenciou o savoir-faire e a seleção dos materiais, notavelmente no uso de um toile de Jouy escolhido para a boutique original da Avenue Montaigne n° 30, decorada por Victor Grandpierre.

Esse código Dior, inspirado no patrimônio da Maison, aparece em jacquards ou em bordados, em materiais contrastantes como o tule ou o couro, e até mesmo em plumas.   

 

A identidade de Alta Costura, essencialmente feminina, é adaptada aqui ao guarda-roupa masculino, dando vida a roupas suaves, com ombros arredondados e linhas despojadas.

Uma gola de echarpe rasgada surge na parte detrás das camisas, revelando o começo do pescoço. Um novo casaco Dior, batizado de Tailleur Oblique, envolve o look com uma linha diagonal, uma referência sutil a um dos modelos criados para a coleção Outono-Inverno 1950.

 

Trabalhados em caxemira e em mohair de verão, outros casacos interpretam os lanifícios ingleses tão apreciados por Christian Dior, presentes tanto em seu guarda-roupa pessoal quanto em suas criações. Entre tradição e modernidade, Kim Jones mistura com habilidade as referências oriundas da Alta Costura e do sportswear.

 

Os motivos florais atravessam a coleção, homenageando a dupla paixão de Monsieur Dior pela natureza e por suas "mulheres-flor". As flores, que desabrocham em um dos jogos de porcelana do estilista, são revisitadas aqui em desenhos contemporâneos e trabalhadas em estampas ou bordados. Plumas bordadas pelo ateliê Lemarié são revestidas com vinil, lembrando o verniz da porcelana fina. Um universo decorativo evocando a infância de Christian Dior marcada pelos gostos da era eduardiana e o seu amor pelo século XVIII inspira a paleta da coleção: azul, branco, rosa claro, uma das cores da casa de sua infância em Granville, e o cinza, outra nuance icônica. Um toque de amarelo com reflexos dourados faz alusão à descrição de Jean Cocteau sobre seu amigo Dior: "Este gênio sutil do nosso tempo, cujo nome mágico comporta Dieu (Deus) e or (ouro)."

 

Essa coleção Primavera-Verão 2019 também é pontuada por referências à vida pessoal de Monsieur Dior. Um exemplo é seu cachorro Bobby, motivo recorrente que serviu de inspiração a uma edição limitada do perfume Miss Dior e tem seu nome em várias criações. As joias também revisitam um selo usado pela família Dior em sua empresa nos anos 1920, além de um símbolo bordado presente no convite de nascimento de Christian Dior, em 1905.

Esse mergulho na intimidade do estilista influenciou algumas das técnicas de confecção: em casacos que parecem estar no avesso, revelando seu forro listrado, e em sobreposições de dois tipos de organza de seda, sendo um deles em estilo sportswear. As roupas fazem uma nova homenagem ao savoir-faire de Alta Costura.

 

Os acessórios têm sua origem no patrimônio único da Maison Dior. A emblemática bolsa Saddle é reinterpretada pela primeira vez em versão masculina: com alça ou em pochete, ou ainda como uma aplicação sobre as mochilas e as jaquetas de couro. Os artigos em couro multiplicam as referências aos códigos Dior: do toile de Jouy em uma versão bordada a um motivo Cannage recortado a laser, passando pelo tecido Dior Oblique, apresentado em uma nova variação tricolor.

 

Christian Dior revelou em seus escritos possuir múltiplas personalidades. Kim Jones incorporou essa ideia para o seu primeiro desfile, cercando-se de vários universos criativos. Yoon, cofundadora do selo japonês Ambush, transformou os ícones Dior em joias, como as iniciais "CD", as flores e os insetos. Já Matthew Williams, elaborou uma nova fivela em metal para ornamentar os acessórios. Stephen Jones criou chapéus a partir dos modelos originais "Christian Dior Monsieur", presentes nos arquivos da Maison. Finalmente, como convidado especial, o artista KAWS concebeu a peça central do cenário do desfile, uma escultura monumental representando seu personagem emblemático, o BFF. Inteiramente coberto com rosas, ele simboliza a silhueta de Christian Dior carregando em seus braços o frasco do perfume Miss Dior com a imagem de seu cão Bobby. KAWS também revisitou a abelha, outro símbolo da Dior, que aparece posada sobre as roupas em bordados e estampas, ilustrando essa citação de Christian Dior : "Quando pegamos a natureza como referência, não podemos nos enganar."

A inspiração é dupla: a personalidade do estilista e sua paixão pela natureza. Mais do que um novo look, trata-se de um novo olhar.

Entrevista com Kim Jones

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